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Mourão diz que pecuaristas terão que se adaptar para reduzir emissão de metano

fonte BN

O objetivo é fazer com que o Brasil cumpra a promessa de reduzir em 30 % as emissões de metano até 2030

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Ao desembarcar em Brasília nesta quarta-feira (3) após participar da Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou para jornalistas que a pecuária nacional deverá se adaptar. O objetivo é fazer com que o Brasil cumpra a promessa de reduzir em 30 % as emissões de metano até 2030.

“A questão do metano está ligada aos excrementos da pecuária, principalmente. Nós temos um rebanho bovino enorme. Vai ter que haver uma adaptação, um planejamento para isso”, disse Mourão.

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Após a colocação, o vice-presidente recuou lembrando que parte dos produtores já adota medidas que visam reduz a emissão do gás que, segundo ele, chega a 14,5 milhões de toneladas emitidas apenas pela agropecuária. “Temos um prazo para irmos nos adaptando. Grande parte dos produtores já trabalha no sentido de fazer a coleta dos dejetos e consequentemente depois a queima dos mesmos de forma que não contamine a atmosfera”, disse.

Ainda de acordo com Mourão, ao longo do ano passado, o país emitiu 20,2 milhões de toneladas de metano, sendo 72% da agropecuária, 16% de resíduos e 9% de mudança de uso da terra. O compromisso, assumido junto a outros 102 países, contrariou os principais ministérios que permeiam o tema, mas o governo optou em seguir às orientações dos Estados Unidos. Conforme divulgou o Jornal O GLOBO, em setembro deste ano, uma reunião com representantes dos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, Relações Exteriores, Energia e Ciência e Tecnologia havia sido feira para avaliar se o país deveria ou não juntar-se ao Compromisso Global do Metano. À época, todos foram contra a adesão.

Para Mourão, o acordo faz parte do compromisso brasileiro e de outros países de limitar o aquecimento global. “O Brasil está empenhado, o governo brasileiro, representando o Estado. É uma questão de Estado isso aí, não é só o nosso governo. Qualquer governo vai ter que encarar esse problema de frente. Está de acordo com a visão de todos os países do mundo no sentido de impedir que a temperatura na Terra suba além do 1,5 ºC”, finalizou.