Trabalhadores são resgatados em situação análoga à escravidão em fazenda em Simões Filho

A PRF reforça que as denúncias nas rodovias podem ser realizadas através do telefone 191, que funciona em todo o Brasil. A ligação é gratuita e não é preciso se identificar

Foto: Divulgação PRF BA

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) resgataram, na terça-feira (2), um homem e uma mulher em condições de trabalho análogo à escravidão, em uma fazenda na zona rural de Palmares, nas proximidades de Simões Filho (BA). O fazendeiro foi preso e encaminhado para a Polícia Federal, em Salvador.

Segundo a PRF, uma equipe do órgão foi procurada, por volta das 10h na terça, pelo casal para relatarem que estavam sendo submetidos à condições degradantes de trabalho. Eles disseram que haviam sido atraídos por meio de um anúncio na internet, que oferecia trabalho em uma fazenda com cateira assinada e alimentação.

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Os dois chegaram na fazenda no mês de julho e foram recepcionados pelo proprietário do imóvel. Foram alojados em uma edificação precária e sem condições mínimas de higiene e saúde. Dormiam no chão, em um espaço sujo que proliferava a infestação de insetos, além de terem que conviver com ratos e baratas.

Além disso, não havia local para preparar as refeições. A única alimentação servida eram produtos vencidos – pelos quais os trabalhadores tinham que pagar -, que também eram fornecidos aos animais da fazenda.

Disseram também que eram submetidos a uma exaustiva jornada de trabalho, sem horário definido para iniciar e terminar o serviço. As folgas eram de 15 em 15 dias. E além das condições desumanas de trabalho, eram humilhados e recebiam ameaças verbais.

Diante da situação, equipes formadas por policiais rodoviários federais, auditores do trabalho e um promotor do trabalho se dirigiram ao local e constataram a veracidade das denúncias. A PRF reforça que as denúncias nas rodovias podem ser realizadas através do telefone 191, que funciona em todo o Brasil. A ligação é gratuita e não é preciso se identificar.

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Fonte Metro1


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