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Polícia apura se homem que matou família na BA é pai de bebê da enteada

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil investiga se o homem preso por matar a própria família depois de incendiar a própria casa em Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, é pai do bebê de uma das vítimas da chacina que era enteada dele.

A informação foi divulgada durante apresentação do suspeito nesta sexta-feira (6), na sede da Polícia Civil, na Piedade, centro de Salvador. O suspeito, que estava com mandado de prisão preventiva em aberto, foi localizado na manhã desta sexta na mesma cidade em que o crime ocorreu.

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Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

De acordo com o delegado João Uzzum, titular da 1ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Feira de Santana), testemunhas ouvidas pela polícia, entre familiares e vizinhos das vítimas, disseram que o suspeito, Gilson Jesus Moura, de 49 anos, é o pai da criança que a enteada de 16 anos esperava. Ela estava no quinto mês de gravidez e morreu carbonizada. O suspeito nega que seja pai da criança. A polícia, no entanto, pediu um exame de DNA pra comprovar a suspeita e aguarda o resultado.

“Isso ainda é uma suspeita muito inicial, não podemos afirmar. Mas o que sabemos é que ele teve uma discussão com a enteada antes de cometer os crimes e, segundo relato de testemunhas, essa briga teria sido motivada pelo fato de ele não aceitar o bebê dela”, declarou o delegado.

A enteada do suspeito, o bebê que ela esperava, o filho dela, de um ano, e três filhos do suspeito, de 8, 9 e 13 anos, morreram na tragédia. A mulher dele, de 37 anos, que também é irmã de Gilson, e uma criança de 3 anos, filha do casal, conseguiram escapar da casa incendiada e seguem internadas no Hospital Geral do Estado (HGE). Segundo a polícia, o estado delas é considerado grave. O casal estava junto há 15 anos e, segundo a polícia, tinham brigas constantes por causa dos ciúmes dele.

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Durante a apresentação o suspeito se disse arrependido pelos crimes, mas negou ser pai do filho da enteada. Segundo a policia, no primeiro depoimento, logo após ser preso, ele disse que não sabia quem era o pai. Na apresentação, ele negou que tenha brigado com a enteada antes da chacina. “Eu tinha uma boa relação com minha família. Minha família era tudo para mim. Não houve nenhuma briga e eu, sinceramente, não tive motivos para fazer isso tudo. Mas estou arrependido. Aliás, arrependido é pouco. Minha família era a base de tudo. Não tenho palavras para descrever esse ato. Não discuti com ninguém e também não tinha ciúmes da minha mulher”, disse.

G1 Ba


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