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Presidente do Vitória revela tensão em negociação “calorenta” com Marinho

Foto: reprodução
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O presidente do Vitória, Ivã de Almeida, revelou o teor da conversa com o atacante Marinho, que segue negociando sua saída do clube nesta temporada. O dirigente foi entrevistado no programa Papo com Tillé da Rádio Metrópole, na última segunda-feira (17), e comentou a tentativa do empresário do atleta, Jorge Machado, de fazer com que o rubro-negro pagasse um valor abaixo do estipulado pela multa rescisória. “Estamos esperando esse pagamento. A parte do Vitória é 2,5 milhões de euros. Tem que entrar na conta, sem um real a menos. Tive uma discussão com o Machado. Eles queriam que a gente cortasse quase pelo meio isso. Isso não existe”, disse Ivã.

Ainda segundo o cartola, as duas reuniões na Toca do Leão para definir o futuro de Marinho não foram das mais calmas. Ivã falou da insatisfação do atleta com o posicionamento da diretoria sobre sua saída. “Foram reuniões tensas. A maioria das reuniões foram tensas, porque Marinho participou das reuniões e ele achava que, pelo fato de ter prestado um grande serviço ao Vitória, que a gente deveria facilitar. Na verdade, não é assim. A gente tem que defender o clube. Pelo carinho que a torcida do Vitória tinha com ele e até eu mesmo, na condição de torcedor, não posso deixar aquilo afetar o meu posicionamento como gestor do clube”, declarou o dirigente. Na última segunda-feira, Marinho embarcou para Dubai para se encontrar com os dirigentes do Changchun Yatai, time chinês que está fazendo pré-temporada na cidade.

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Ivã revelou que atleta e empresário chegaram a cogitar ingressar na justiça contra o Vitória para forçar uma saída. Questionado pelo radialista Antonio Tillemont sobre a pressão sofrida pelo jogador, o presidente afirmou que se manteve calmo durante as negociações. “Quando ele sentiu que, mesmo com todo o carinho que nós temos com ele por ter representado o nosso clube em 2016, que eu não abriria mão de absolutamente nada que pertence ao Vitória. Foi aí que eu percebi que o pessoal ficou perdendo a noção. Eu até absolvo ele, não condeno pela atitude. Ele também estava ali pressionado pelo empresário. Foi uma pressão muito grande, tanto que ele recebeu pressão minha, dizendo que eu não abriria mão, recusando as proposta”, pontuou.

“Foi uma discussão calorenta. Eu não tinha como aceitar aquele tipo de colocação. Eu cheguei a sentir que ele chegou a ficar estressado. O próprio Machado, que era uma pessoa experimentada com quase 30 anos de mercado, também ficou tenso. Eu não fiquei tenso, em momento algum. Fiz as minhas colocações, mas eu até diria que, para eles dois que estavam ali, eu não sei se aquela tranquilidade minha não terminou deixando eles mais tensos ainda. O tempo todo eu não perdi a linha. Eles diziam que iriam entrar na justiça. Eu disse que era o direito deles. Tudo isso termina com um ou outro um pouco estressado”, afirmou o dirigente rubro-negro, que também falou sobre uma angústia do jogador. “Ele chegou a falar várias vezes: ‘presidente Ivã de Almeida, o que a torcida está pensando de mim? Que eu sou mercenário?’. E eu dizia: ‘eu espero que não esteja pensando isso. Mas eu não posso falar por minha torcida'”.

Mesmo com toda a tensão, o presidente do Vitória disse que a negociação está próxima de ser concluída. “Está se encaminhando para um final feliz. Nem tanto para os dois lados, tanto para o atleta como para o lado do Vitória, que queria contar com o jogador para esse plano audacioso que nós temos para 2017. Mas vida que segue”, finalizou.

Do Metro1


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