Deputada do PSOL recebe ameaças de morte após pedir investigação sobre ação policial em Varginha

Redação, com informações da Jovem Pan

Reprodução/Instagram/@andreiadejesuus

A deputada estadual Andréia de Jesus (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, relatou ter recebido ameaças de morte após criticar a operação policial que deixou 26 suspeitos mortos em Varginha.

A parlamentar publicou um print de algumas mensagens que recebeu nas redes sociais.“Vamo lhe matar. Seu fim vai ser igual o da Marielle, pra tu ficar de exemplo”, diz um trecho, em referência à vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio em 2018. Andréia afirmou que foi acionada por veículos de imprensa, ativistas e mães dos mortos na ação. “Como é de praxe em situações similares, a Comissão acolheu a denúncia e eu tornei público o ocorrido. Em seguida, todas as minhas redes sociais foram invadidas por extremistas distorcendo a minha fala, com comentários de ódio e desrespeito. E por fim ameaças contra a minha vida”, relatou.

A deputada afirmou que a Polícia Legislativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais acionou a Polícia Civil e registrou Boletim de Ocorrência. Também foi recomendado que ela tenha escolta policial. “Amanhã, iremos acionar a polícia civil, na delegacia de crimes virtuais para encaminhamento dos discursos violentos, das ameaças a minha integridade física e contra a minha vida!”, declarou.

A operação em Varginha deixou 26 mortos, suspeitos de planejar assaltos a bancos no estilo “novo cangaço”, modalidade em que o bando sitia a cidade, arma barricadas para dificultar a ação da polícia e, muitas vezes, usam reféns como escudo humano. Nenhum policial ficou ferido.