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Assassino de Campinas escreveu cartas ameaçando ex-esposa: ‘Vadia foi ardilosa’

Foto: Reprodução / GloboNews
Foto: Reprodução / GloboNews

O técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, assassino da ex-esposa, do filho e de outros 11 familiares da vítima, escreveu cartas ameaçando o crime. Depois do assassinato, na madrugada deste domingo (1º), em Campinas (SP), o atirador se matou.

Ao longo do texto, Araújo se refere a Isamara Filier e às mulheres da família dela como “vadia” e diz que as acusações de abuso sexual do filho de 8 anos são mentira. De acordo com o material obtido pelo Estadão, o plano de Araújo era cometer o crime no almoço de Natal.

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“Assim pegaria o máximo de vadias da família, mas como não tenho prática, não consegui”, justificou. O assassino acusa ainda Isamara e a mãe dela, já morta, de mentirosas, por terem denunciado-o por abuso sexual contra o filho, quando ele ainda era uma criança. “Elas sabem que eu nunca fiz mal para o João Victor. Se me garantir que eu vou para o inferno me enterrar de ponta-cabeça, eu peço para me enterrarem de ponta-cabeça”, diz. Em outro trecho da carta, Araújo diz que Isamara não merecia ser chamada de mãe por fazer “tudo que é errado para distanciar os filhos dos pais”. “Filho, não sou machista e não tenho raiva das mulheres (essas de boa índole, eu amo de coração, tanto é que me apaixonei por uma mulher maravilhosa, a Kátia) tenho raiva das vadias que se proliferam e muito a cada dia se beneficiando da lei vadia da penha (sic). Não posso dizer que todas as mulheres são vadias! Mas todas as mulheres sabem do que as vadias são capazes de fazer”, escreveu o atirador em outro trecho. Toda a carta é destinada ao filh, a quem diz que ama muito, embora anuncie que irá vingar o mal que sua mãe, Isamara, fez. “Sei o quanto ela te fez chorar em não deixar você ficar comigo quando eu ia te visitar. Saiba que sempre te amarei. Toda mulher tem medo de morrer nova, ela irá por minhas mãos”, ameaçou. Em outro trecho, Araújo sugere que conseguiu a arma do crime, cuja numeração foi raspada, com a família de um policial morto e faz chacota com a atuação dos direitos humanos. “Não tenho medo de morrer ou ficar preso, na verdade já estou preso na angústia da injustiça, além do que eu preso vou ter três alimentações completas, banho de sol, salário, não precisarei acordar cedo pra ir trabalhar, vou ter representantes dos direitos humanos puxando meu saco, também não vou perder cinco meses do meu salário em impostos”, diz o texto.


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