Presidente do Comcar afirma: ‘Não há mais condições de fazer Carnaval’

Redação, com informações do iBahia

Ao Correio, Presidente do Conselho Municipal do Carnaval de Salvador explicou qual a situação atual

Carnaval de Salvador — Foto: Valter Pontes/ Divulgação Secom

Com pouco mais de dois meses para o início da temporada do Carnaval 2022, o presidente do Conselho Municipal do Carnaval de Salvador (Comcar), Flávio Souza, afirmou que não há mais condições de realizar a festa momesca.

Ao Correio, o presidente disse que os empresários “jogaram a toalha”, e o setor está convencido de que o evento não vai acontecer. Ele também criticou a demora do poder público para tomar uma decisão quanto a realização da festa, e que os cancelamentos anunciados por diversos artistas têm relação com questões contratuais.

“Eles não vão fazer aqui, mas vão fazer em outras cidades, como aconteceu no Carnatal, no último fim de semana. Com a indecisão da Prefeitura e do Governo do Estado, esses artistas têm buscado outros contratos. Não vão ficar esperando. Além disso, donos de camarotes já estão organizando festas privadas e muitos vão contratar esses artistas. Não há mais condições de fazer o carnaval como nós conhecemos. Não há tempo hábil, não temos mais os artistas e os empresários jogaram a toalha”, disse ao jornal.

O presidente ainda revelou que há um mês o setor ainda acreditava ser possível realizar a festa, mas o entendimento mudou. Em reunião do Comcar, na terça-feira (14), o clima foi de aceitação e, por isso, muitos estão planejando fazer a própria folia. Flávio acredita que o cancelamento do Carnaval em 2022 pode ter reflexos em 2023.

“Os investidores e turistas vão descobrir que existem outros destinos e nós vamos perder esse público em 2023. A Prefeitura e o Governo têm recurso para fazer algum modelo alternativo, mas se insistir no carnaval como nós conhecemos, na Barra, por exemplo, sem camarote e sem os grandes artistas será muito ruim para a fotografia do carnaval de Salvador. O modelo tradicional não tem como fazer mais”, afirmou.