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Lula faz discurso vitimizado, critica Temer e fala em “punição ao trabalhador”

Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira, 11, que não é “perdoado” por ter promovido ações que beneficiaram as classes mais pobres. “Não foi pelas coisas ruins que possamos ter feito no país. Não somos perdoados porque conseguimos provar no país que a única chance que tem de evitar crises ou sair delas é não penalizar o pobre, o trabalhador”, disse ele, em um discurso claramente contra o governo de Michel Temer (PMDB).

Seguindo o mesmo tom de outras lideranças políticas e sociais presentes no 29º Encontro Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Salvador, o petista disse que as classes mais pobres estão sendo penalizadas pela gestão do peemedebista. O ex-presidente argumentou que tirar direitos sociais e trabalhistas não é a melhor solução para a crise.

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“Nós conseguimos provar que a melhor forma de resolver o problema não é penalizar as camadas mais pobres, é incluí-las no orçamento da União e fazê-las participar do processo de decisão do destino do país”, disse.

O petista também ressaltou os investimentos feitos por ele no acesso ao ensino superior e melhorias nas condições de moradia da população.

Assim como Lula, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, também defendeu a necessidade de barrar os “retrocessos” trabalhistas e previdenciários. Para ele, apenas a antecipação da eleição presidencial em 2018 poderia barrar as reformas propostas por Temer.

O líder do MST, João Pedro Stédile, também falou da necessidade de Diretas Já e convocou a participação de militantes em protestos para tentar barrar as reformas. Para ele, é necessário ocupar as prefeituras das cidades para que os gestores municipais pressionem os congressistas contra o corte dos direitos sociais e trabalhistas.

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Fonte: A Tarde


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