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Líder de caminhoneiros na Bahia diz que governo Bolsonaro mostra lado “ditatorial” ao sufocar movimento

Redação

Dos cerca de 1.500 motoristas que atuam no Porto de Salvador, ao menos 800 motoristas autônomos estão mobilizados, segundo sindicato

Foto: reprodução/ABr

O diretor do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado da Bahia (Sindicam-BA), Luciano Oliva, afirmou que as liminares ajuizadas pela União impediram que parte da categoria aderisse à paralisação marcada para esta segunda-feira (1º). Ao Metro1, o dirigente disse que, ao judicializar a questão, o governo Bolsonaro mostra seu lado “opressor” e “ditatorial”.

Segundo Oliva, dos cerca de 1.500 motoristas que atuam no Porto de Salvador, ao menos 800 profissionais estão mobilizados. Ele, no entanto, rejeita a palavra “bloqueio”.

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“O termo bloqueio não é pertinente. Não pode fazer bloqueio, porque temos um governo ditador, opressor. Estamos fazendo um trabalho de conscientização para que os colegas desinformados não insistam em rodar com a tabela de frete com o preço defasado. Alertar que, da forma como eles estão trabalhando, vão acabar deixando o ramo”, explicou.

O diretor do Sindicam-BA disse que o congelamento do ICMS sobre os combustíveis também terá pouco efeito prático no valor pago tanto pelos caminhoneiros quanto pela população em geral. Anunciada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) após aprovação unânime, a medida é valida até 31 de janeiro.

“A Petrobras só visa o lucro. Estamos pagando R$ 150, R$ 170 pelo litro do diesel. Congelar o ICMS não vai adiantar nada, porque os preços continuarão subindo com o dólar batendo quase R$ 6”, criticou Oliva.

De acordo com ele, além do medo de retaliação que muitos caminhoneiros temem sofrer, uma greve convocada para a véspera do feriado do Dia de Finados acabou enfraquecendo o movimento nacional. “Alguns colegas estão, como se diz hoje, em home office; outros viajaram. Ou seja, o governo quebra as nossas pernas e dá a muleta”, disse.

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(Via Metro1)