Estado fará convênio com prefeituras para reconstruir casas em regime de mutirão, diz Rui Costa

Redação, com informações do Metro1

Governador afirmou que, nas cidades com maior número de imóveis destruídos pelas chuvas, reconstrução será por meio de processo licitatório

Foto: Reprodução/TV Bahia

O governador Rui Costa (PT) disse nesta quinta-feira (30) que fará um convênio com prefeituras de cidades afetadas pelas chuvas para a reconstrução de imóveis destruídos por enchentes no sul, extremo sul e sudoeste da Bahia. Segundo o governador, as moradias serão erguidas em regime de mutirão. A informação foi dada durante entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia.

“Nós vamos reconstruir as casas em regime de mutirão. Aqueles [municípios] que concordarem, e que não forem muitas casas, eu acho que é muito mais rápido. A gente sai dessa burocracia que tem. Por exemplo, ontem, em Ibirataia, eu já identifiquei uma área que pertence ao governo Estado, e nós vamos ceder essa área para que a prefeitura faça o arruamento e a gente transfira um valor financeiro para ela urbanizar a área e construir as casas que precisam ser reconstruídas. Alguns barros inclusive, que não eram nem casas. Eram barracos de madeira que estavam à beira do rio e que foram completamente destruídos pela água”, afirmou o governador.

Nos municípios em que há maior número de residências avariadas, a exemplo de Ilhéus e Itabuna, a reconstrução será feita por meio de licitação, explicou o chefe do Executivo baiano.

Ele afirmou que, por ora, o foco é concluir o acolhimento e o atendimento às famílias prejudicadas, bem como levantar os prejuízos urbanos e rurais. “Então eu estou fazendo um apelo para que os prefeitos e a área social consigam concluir o cadastro das pessoas. Quantas pessoas que saíram de suas casas.”

Os temporais que atingem o estado desde o início do mês deixaram 24 pessoas mortas e 434 feridas. O total de afetados é de cerca de 630 mil pessoas, segundo dados divulgados pela Sudec (Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia). Há 37.324 pessoas desabrigadas e 53.934 desalojadas. Ao menos 141 municípios foram afetados pelas enchentes, dos quais 132 estão em situação de emergência.