
A Polícia Civil da Bahia investiga se o corpo carbonizado encontrado dentro de um veículo incendiado na zona rural de Inhambupe, município localizado a cerca de 44 quilômetros de Alagoinhas, pertence ao cigano Ricardo Marques Cabral, de 34 anos, desaparecido desde a última terça-feira (2). O corpo foi localizado na manhã da última sexta-feira (5), dentro de um carro completamente destruído pelas chamas.
O caso mobiliza equipes da 2ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), sediada em Alagoinhas, e vem sendo tratado como uma possível execução seguida de ocultação de cadáver.
O corpo foi localizado dentro de um carro modelo Nivus, completamente destruído pelas chamas, em uma área de plantação de milho no povoado de Mulunguzinho, zona rural de Inhambupe. Após receber denúncias, policiais militares foram até o local, confirmaram a ocorrência e isolaram a área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Embora a identidade da vítima ainda não tenha sido oficialmente confirmada pelas autoridades, as investigações avançaram nos últimos dias e apontam Ricardo Marques Cabral como a principal hipótese.
Segundo informações apuradas pela polícia e divulgadas inicialmente pelo site Luciano Reis Notícias, Ricardo teria saído para encontrar uma mulher no distrito de Colônia, município de Olindina, onde receberia um pagamento. No entanto, ao chegar ao local, teria sido vítima de uma emboscada.
As informações preliminares indicam que o cigano foi surpreendido e atingido por disparos de arma de fogo efetuados por dois homens. Mesmo ferido, ele teria conseguido dirigir por cerca de um quilômetro antes de parar nas proximidades do povoado Mulunguzinho, onde o veículo foi posteriormente encontrado incendiado.
A suspeita de que o corpo seja de Ricardo também foi reforçada pela Rede Brasileira dos Povos Ciganos, que informou possuir fortes indícios de que a vítima encontrada no carro é o homem desaparecido.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Alagoinhas, onde passará por exames periciais que deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime, além de buscar identificar os autores e a motivação do possível homicídio.
Até o momento, ninguém foi preso.
