
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (16) que não haverá a implantação do horário de verão em 2024. A decisão foi confirmada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião com representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo o ministro, o cenário energético atual garante a segurança no fornecimento de energia, eliminando a necessidade imediata da medida.
“Chegamos à conclusão de que não há necessidade de decretação do horário de verão para este período, para este verão”, declarou Silveira em coletiva de imprensa. Ele ressaltou que a possibilidade de retorno da medida será analisada para o verão de 2025/2026, à medida que o Brasil continua a recuperar suas reservas hídricas. O ministro também defendeu que o horário de verão não deve ser tratado apenas sob perspectivas políticas, mas como uma política com efeitos tanto energéticos quanto econômicos.
Adotado por vários países, o horário de verão, segundo Silveira, pode trazer benefícios para a economia, como observado em nações com matrizes de energia nuclear, como a França. “Esses países utilizam a medida muito mais com fins econômicos do que energéticos”, comentou.
Silveira explicou ainda que, caso o horário de verão fosse implementado neste momento, o custo-benefício seria reduzido, já que a mudança ocorreria apenas em meados de novembro, limitando os potenciais ganhos. A medida, que foi instituída pela primeira vez no Brasil em 1931, foi descartada no governo Bolsonaro em 2019, com a justificativa de que os hábitos de consumo da população haviam mudado e a economia de energia seria mínima.
Embora o Brasil tenha enfrentado em 2023 a maior seca já registrada, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemanden), as chuvas recentes no Sudeste e nas cabeceiras de importantes rios indicam uma melhora nas condições hídricas. “Graças a medidas de planejamento ao longo do último ano, conseguimos atingir níveis de resiliência que nos dão certa tranquilidade”, concluiu o ministro.
